Nesta ultima semana mais de 40 plenários e várias dezenas de visitas a diversos locais de trabalho marcam a mobilização que o STML está a fazer para a Manifestação Nacional da Administração Pública.

Mais uma vez, o grande capital e o seu governo querem os trabalhadores a pagarem uma crise que não provocaram e impõem o congelamento de saliors no sector público, uma forma de dizer ao patronato para congelarem os salários de todos os trabalhadores.

Esta não é, apenas uma luta do sector público mas de todos os trabalhadores, desempregados e jovens.

Daí, o meu apelo à participação de todos nesta Manifestação.

Familiares do Presos da Revolta da 1934

Com a devida vénia, publico este link para um conto retirado do blog Contramestre.

Hoje, a nossa “jovem democracia” especializa-se em cercar os trabalhadores, com leis e determinações “inevitáveis”, retirar-lhes direitos, espoliá-los e, gradualmente, negar-lhes o direito à organização sindical.

Em 1934 era à bruta. Agora, a Ministra é “sindicalista”. Também o Rolão Preto era…

A minha homenagem aos proletários da Marinha Grande, homens, mulheres e crianças que souberam dizer: Não!

… é a vida.

O “realismo político” que enterra novamente o Socialismo para uma gaveta escondida por debaixo de poesia e “boas intenções”… de “sociedade mista publica e privada” com os mesmos do costume a tirar vantagem mas com a forte ilusão dos outros que a coisa não será bem assim…

Entretanto continuam a fechar fábricas e empresas, a “resistência” passa agora pelo apoio da “Cáritas” e vem ai o “sindicalismo novo e responsável” de fazer crer aos trabalhadores que somos ‘parceiros‘ dos patrões e do seu Estado.
É a vida…

Mas se entretanto a bomba explodir… vejamos os apressados apoiantes da Alegre campanha a reposicionarem-se… ou não…

É a vida? A ver vamos….

Tropeçei no À Sombra dos Dias.

Há , pois, formas luminosas de sentir as sombras….

Também nas Àguas do Sul se lembra “Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso”.

Somos pois um país que querem sombrio mas vive luminosidade, uma terra de poetas e contadores de história.

Outroa haverá, é certo…

por causa d’A VIAGEM

Perguntam-me qual é o meu caminho

Caminho

Cá vou andando, entre o fui, o que sou e o que serei…
Em tempos os dias corriam ao desafio, galgavam as avenidas onde marcham, sincronizados, os que não questionam «Porquê?» mas eu julgava fintar a marcha pelas transversais, descobrindo travessas e becos e suspendendo a respiração quando me deparava com um recanto que sentia parte de mim.
Nessa busca, alguns diriam frenética, não me faltava o ar, sobejava-me plátanos de Outono e tardes incendiadas por por-do-sol na praia.

Entardecer

Entardecer

Saltitava de rocha em rocha, enterrava os pés na areia molhada, e aos que procuravam que andava à procura, aprendi com o cantor a dizer «Não sei, mas essa coisa é que é lida..»
Vieram depois os tempos em que procurei encaixar-me nas marchas das avenidas, mas olhava o espelho e do outro lado uma névoa de insatisfação olhava-me reprovadoramente.
Ainda insisti, mas tenho por debaixo da pele a ânsia de compreender.

Desisti, e redescobri-me.
Sei agora, que é no caminho que me completo.

Estranhos ângulos

Procuro ângulos estranhos, estranhas coisas, e o porquê destes, a causa daquelas, os sonhos de muitos,a partícula que irá desabrochar as mãos dadas e os sorrisos. A improvável utupia de viver numa terra de Mulheres e Homens Integrais, que não precisam mais de avenidas onde marcham a sua tristeza.

E, qual andarilho do vento, continuo a procurar o que serei.

O espelho, agora, reflecte um brilho que julgava perdido nos tempos de moço.

Suspeito que quando morrer irei a andar…
Mas quero lá saber… alguém estará comigo e sabe-me bem caminhar!

Quando se fala do Sahara, pensa-se no deserto, dunas, aventuras.

O Sahara Ocidenta é desertico, certamente, dunas  também as terá, mas o seu povo vive a desventura de ter o seu território ocupado por Marrocos já la vão mais de 30 anos.

Apesar do direito internacional e as Nações Unidas reconhecerem a legimidade do povo sahauri à sua independência, a geo-estratégia continua a imperar e a permitir que o regime marroquino oprima e espolie o povo do Sahara.

O regime marroquino teve de ceder à termenda pressão internacional em relação à activista sahari Aminetou. Mas não perdeu tempo numa onda de repressão, com detenções arbitárias e agora com “manobras militares”.

Que o povo sahauri não desiste, não cede, não esquece.

E não está sozinho. Aqui deixo o meu pequeno contributo…

Informa-te : Sahara Ocidental Online

Ao  ser “provocado” pela Fernanda Guadalupe

Direi que te entendo, mas é uma forma de dizer que nada sei de construção ou desconstrução de cidades.
Sei que também eu, novinho, sonhava com florestas. Eram florestas longínquas onde se degladiavam os ‘bons‘ e os ‘maus‘. Como nas pradarias da minha meninice os cow-boys batiam aos tiros as flechas dos índios. Quando a subida dos degraus da vida me deu para perguntar porquê, dei comigo a sentir que tomava partido ao contrário do que me diziam os filmes, os telejornais e quase todos os amigos.

O meu pai, homem da arte de trabalhar madeira, entre silêncios pensativos e rasgados sorrisos, ensinou-me a perguntar o porquê das coisas. Para ele, a terrível idade dos porquês, foi, imagino, um constante gozo e desafio. E ao ensinar-me a pensar o porquê das coisas, ensinou-me com a sua arte, a fazer ou, pelo menos, tentar.

Essas foram dádivas grandiosas, como são todas as coisas que os pais partilham com os filhos.

Algumas vezes, aprendi cedo, as perguntas são incómodas. Outras, aprendi mais tarde, não têm resposta senão o constante desafio de as procurar.

Foi então que um dia, tinha para aí 12 ou 13 anos, descobri que a floresta longínqua com que sonhava, seriam as matas da Guiné ou as selvas da Indochina.

Foi-me fácil admirar os vietcongs: quando apareciam, fugidios, na TV, eram pequeninos – como eu – e tinham armas quase que a brincar – como as que costumava brincar em criança.

Difícil foi escolher o lado em que queria estar nas matas da Guiné, ou nas savanas de Angola, ou nas terras de Moçambique. Quem lá estava eram eles e os nossos. E via os nossos nos Natais, “Soldado nº190082-71 deseja aos seus pais, irmãos tios e primos uma Feliz Natal e um Ano Novo cheio de propriedades”, e os 10 de Junho, “Medalha da Cruz de Cristo de 1º classe atribuída ao Furriel Miliciano António” e avançava um menino, de calções para um grupo de Generais e tocava o clarim…”.
Os meus índios perdiam-se nesta batalha entre o que me era dito e os porquês que ninguém me queria responder…

Felizmente, tive o privilégio de viver a mudança, onde as coisas perguntadas, já não o eram a medo, onde todos procuravam respostas, onde o anónimo suspeitou que algo de impensável poderia fazer-se se o anónimo, saísse do anonimato, pensa-se em voz alta, procurasse parceiros.

Por algum tempo, cada um foi actor de um drama que se desenrola desde a idade das eras, mas apenas por breves lampejos, a multidão participa.

E lancei-me, sem reservas, na tentativa do fazer.

Outros tempos vieram, e a diáfana teia do dia-a-dia, remeteu ao anonimato as pessoas, reerguendo as elites aos seus lugares.

Muitos dos que perguntavam o porquê, passaram a doutrinar “Porque sim!”.

Mas a maioria esqueceu que pode – e deve – perguntar o porquê…

Muitos do que queriam fazer, passaram a defender o manter, o regressar.

Eu, com muitos outros, continuámos a tentar fazer, contra-corrente, desesperámos, tentámos, falhámos, e até hoje, desesperamos, tentamos, falhamos…

E os dias decorreram entre os “dias loucos” e o “fim da história” e aqui estamos à beira do quê?

As certezas de ontem são a miséria que se espalha hoje, mas mostram-nos como xamãs os que deliberadamente nos fizeram percorrer o caminho até aqui.

É nestas altura que procuro partilhar as dádivas que recebi de meu pai: perguntar porquê e tentar fazer.

Hoje, sei que há perguntas que ainda requerem tempo…
Mas tempo é ainda o que tenho…

Por isso, apesar de nada saber de construção ou desconstrução de cidades, creio que te entendo…

do blog http://mujeresaharauis.blogspot.com/

32 dias em greve da fome pelo direito a regressar a casa, à sua familia, ao seu povo, ao seu país.

Os jornais falam da “diplomacia silenciosa”…

Sabemos do que falamos quando alguem, como Aminetou sabe dizer BASTA!.

A diplomacia foi silenciosa porque não pode silenciar o grito mudo de Aminetou, nem as acções de massas no Estado Espanhol, as concentrações em Portugal e noutros países, a força da razão.. Foi mais uma diplomacia cobarde poruqe, não o reconhecendo, preferiri ter estado quieta até depois de um último minuto que não chegou.

Agora, depois de Aminetou, resta a dignidade de um povo que resiste e pode romper os muros de silêncio que a diplocmacia silenciosa criou à sua volta

Que viva o povo do Saará Ocidental

A luta continua

Sauris presos e torturados

Este texto foi escrito cerca das 03H15 de 17/12/2009

A gata

Já passou hora  e meia, acalmei os tremeliques.
A gata miou e arranhou-me a perna ao sentir o chão tipo Tejo com carneirinhos. O candeeiro andou às voltas. Eu senti sentado e pus-me num salto em pé e continuei a sentir.
Depois tentei perceber se era grave: o site do Publico… pfff.. mas por muito pouco tempo. A Lusa, idem… Já estão a informar e tudo. O site do Instituto de Meteorologia e Geofísica, lá deu um ar da sua graça mas foi-se abaixo como se tivesse no epicentro.Ficou gago e depois mudo…
Então com os milhões para os Magalhães não houve um pózinhos para um servidor decente para o www.meteo.pt?
Isto está mesmo a precisar de um abanão…

PS: Os sismólogos pedem os testemunhos de pessoas que vivem estas situações para avaliar intensidades. Foi o Marquês de Pombal que iniciou esta prática de recolha de dados.
Pois bem, ciente da importância cientifica de testemunhos tentei dar o meu contributo ao Instituto de Meteorologia… acabei por fazê-lo cerca das 3 da manhã. Antes respondi aos norte americanos e à UE…. Porra o Instituto de Meteorologia é em Lisboa, senhores…

PSS. O Primeiro PS (post scriptum, para que não haja duvidas) não entrou na coisa mas o corpo do texto foi enviado ao Publico.Online, como comentário por 2 (DUAS ) vezes.
Adivinhem? Pois, não foi publicado… estranho, não é?

PSSS Cerca das 18H00 fui verificar os cometários no Publico.Online… zip, niente, nada… entre muitos testemunhos , piadas colaterais e outras descabidas – enfim – alguém achou por bem censurar o texto acima publicado. Claro que vou perguntar ao Provedor do Leitor qué passa hombre. Armado em advinho antevejo a resposta No passa nada, hombre. Terá sido por ter falado do Magalhães e do gago?… Mas isso sou eu que tenho a mania da perseguição, não é?

Estes gajos (e outros abusam)

É tempo de dizer…

FAZ TODO O SENTIDO ESTE APELO:

NINGUÉM FAÇA COMPRAS NO

DIA 24 DE DEZEMBRO!

Sabia que, em 2006 e 2007, do bolo total de “gastos” das empresas portuguesas, apenas 12,5%,

em média, foram custos laborais (ou seja, salários) ?

QUANTO?  DOZE-E-MEIO POR CENTO!

O QUÊ? OS CUSTOS LABORAIS!

… Nesse caso, como é possível que possa assim ser tão significativo o impacto do aumento de 25€ no salário mínimo (uma percentagem mínima desses 12,5% …) nas contas das empresas, a ponto de justificar isto?

Quanto é que ganha quem toma estas decisões?

Andam a fazer de nós parvos. A desculpa da crise está a permitir que a finança e o “direito a lucrar” pressione ainda mais os trabalhadores precarizados e explorados, the bottom of the food chain.

O Código de Trabalho que temos permite, por exemplo, o que a SONAE se propõe fazer: aumentar para 60h de trabalho a semana laboral nos hipermercados, consoante a necessidade da empresa na quadra dos ho-ho-hos. Não contratam mais gente, apesar do desemprego (e, logo, da disponibilidade de mão de obra), apesar do trabalho barato – sobrecarregam os trabalhadores que têm ao dispor, e não pagam horas extraodinárias, apesar dos lucros.

Por tudo isto, os trabalhadores dos hipermercados e supermercados marcaram uma greve, para o dia 24 de Dezembro.

Uma greve contra o direito a fazer as pessoas trabalhar 10h por dia (que, com o tempo de refeição e os transportes pendulares de e para o trabalho se transformam em 12h ou mais), contra o Código de Trabalho que temos, que legaliza escravaturas de várias formas e feitios, contra o que se adivinha: o desaparecimento de quaisquer regulações laborais em nome do mercado global, da diminuição constante do valor do trabalho face ao da finança especulativa, que vai indo, bem obrigada.

Esta é uma greve bem pensada: num dia de pressão grande no mercado à conta das prendas de última hora, num dia que é simbólico q.b.

Num dia que pode dar que falar.

... E esta é uma greve em que nós podemos todos ajudar:

BOICOTE OS HIPERMERCADOS E SUPERMERCADOS NESSE DIA!

Não faça compras.

Antecipe ou adie.

Seja um não-consumidor solidário.

Dê força ao protesto – e passe mensagem …

republicado de
http://militantesocialista.blogspot.com/,

http://www.oblogouavida.blogspot.com/,

http://liberdade-revolucao.blogspot.com/

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