Para não dizerem que não falei de Flores

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CONTRA A PRIVATIZAÇÃO – TRABALHADORES PARAM A VALORSUL!

foto: SITE-USL-CGTP
foto: SITE-USL-CGTP

É necessário travar o desvario. A concretizar-se a privatização, as familias trabalhadoras e os pequenos empresários passaram a pagar a «peso de ouro» a matéria prima de um negócio lucrativo. Reproduzo o texto publicado pela União de Sindicatos de Lisboa – CGTP

Os trabalhadores da Valorsul inciaram ontem uma greve de 4 dias, uma luta contra a privatização, contra os cortes e o congelamento dos salários, pela reposição dos descansos compensatórios e pelo cumprimento do Acordo de Empresa. A greve começou com uma adesão total dos trabalhadores e junto à central de São João da Talha, realizou-se uma concentração que contou com a presença de Arménio Carlos, Secretário-Geral da CGTP-IN. Esta jornada de luta foi decidida no dia 27 de Fevereiro, em plenário, por unanimidade, para o período de 17 a 20 de Março. A privatização da Valorsul é um negócio ruinoso para a economia e para o País, avisa a Comissão Sindical do SITE CSRA naquela empresa do Grupo EGF, a sub-holding das Águas de Portugal para o sector dos resíduos sólidos urbanos. «Não há qualquer razão de interesse público que justifique esta opção», refere a Comissão Sindical, num comunicado aos trabalhadores e à população, afirmando que a única intenção é entregar à iniciativa privada importantes activos do Estado, que são fontes líquidas de receita. Quem perde, com este negócio ruinoso, são os trabalhadores e as populações. Os trabalhadores, porque os seus postos de trabalho e os seus direitos poderão estar em causa. As populações, porque passariam a ter este serviço prestado por uma empresa gerida pelo sector privado, que visa atingir o lucro fácil, através do aumento das taxas suportadas pelos munícipes.

Lê também o Comunicado dos Trabalhadores da Valorsul à População

No Municipio de Lisboa mobilização para lutar

Nesta ultima semana mais de 40 plenários e várias dezenas de visitas a diversos locais de trabalho marcam a mobilização que o STML está a fazer para a Manifestação Nacional da Administração Pública.

Mais uma vez, o grande capital e o seu governo querem os trabalhadores a pagarem uma crise que não provocaram e impõem o congelamento de saliors no sector público, uma forma de dizer ao patronato para congelarem os salários de todos os trabalhadores.

Esta não é, apenas uma luta do sector público mas de todos os trabalhadores, desempregados e jovens.

Daí, o meu apelo à participação de todos nesta Manifestação.

A Revolta da Marinha Grande: Um conto com a História

Familiares do Presos da Revolta da 1934

Com a devida vénia, publico este link para um conto retirado do blog Contramestre.

Hoje, a nossa “jovem democracia” especializa-se em cercar os trabalhadores, com leis e determinações “inevitáveis”, retirar-lhes direitos, espoliá-los e, gradualmente, negar-lhes o direito à organização sindical.

Em 1934 era à bruta. Agora, a Ministra é “sindicalista”. Também o Rolão Preto era…

A minha homenagem aos proletários da Marinha Grande, homens, mulheres e crianças que souberam dizer: Não!

Novo desafio

STMLAssumo hoje, com um colectivo de mais 28 trabalhadores, a responsabilidade de dirigir a organização colectiva dos trabalhadores do Município de Lisboa, o STML.

Não o faço de ânimo leve e tenho consciência que este mandato que agora começa será dos mais conturbados que os trabalhadores do Município de Lisboa, os trabalhadores em Portugal e no Mundo jamais passaram.

A crise do capitalismo e a desesperada luta da classe dominante para assegurar a manutenção dos seus privilégios significa para os trabalhadores a necessidade de encontrar formas colectivas e combativas de resistir e abrir caminho para uma vida sem exploração e opressão.

Não é fácil ser dirigente sindical, hoje. Como não o foi no passado, nem certamente no futuro. Mas confio neste colectivo de homens e mulheres e na capacidade de colectivamente dinamizarmos a luta colectiva dos trabalhadores do Município de Lisboa por uma vida mais digna e fraterna.

Luta e Solidariedade