EMERGÊNCIA: FAMILIAS, EM SITUAÇÃO INSUSTENTÁVEL, A SEREM DESPEJADAS ESTA SEMANA NO CONCELHO DA AMADORA

Por vê-mos, ouvimos e lê-mos, não podemos Ignorar, reproduzo o Comunicado de 4 Associações sobre a iminência de mais despejos no Bairro de Santa Filomena na Amadora.

Este bairro, como outros bairros pobres da Grande Lisboa, têm sido alvo de sucessivas ilegalidades, brutalidade policial – nomeadamente da Policia Municipal da Amadora e a autarca «socialista» têm vindo a alimentar esta situação recusando-se ao diálogo com os moradores e organizações sociais.

Em Assembleia no Bairro 6 de Maio, soubemos que a Câmara Municipal da Amadora se prepara para, durante esta semana (a partir de 9 Fev.) despejar mais famílias das suas casas. Dos cinco agregados familiares ameaçados por esta inaceitável violência, fazem parte crianças com menos de dez anos, mulheres, pessoas idosas, com problemas de saúde e desempregadas.

Não conseguimos sequer informação sobre a data exacta dos despejos pois nem essa informação é dada às pessoas.

Nós, representantes de diversas organizações e colectivos, alertamos para esta situação e convidamos de forma veemente a presença de todos e todas, e da comunicação social, pois esta é uma situação que diz respeito a todos os cidadãos e cidadãs deste país.

Desalojar, expulsar, usar de violência, brutalizar e privar, em pleno inverno, de uma casa seres humanos, não pode passar em silêncio. Fazê-lo é ser cúmplice de uma violação extremamente grave de direitos humanos.

HÁ PESSOAS DISPOSTAS A RESISTIR E IMPEDIR ESTES DESPEJOS!

Habita – Associação pela Direito à Habitação e à Cidade
SOS Racismo
Marcha Mundial das Mulheres
Centro Social Laranjinha

Contactos Telefónicos:

Joseph Silva – 910486567
Rita Silva – 916419605
Gonçalo Romeiro – 969590208

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GREVE ÀS COMPRAS NO DIA 24 DE DEZEMBRO!

Estes gajos (e outros abusam)

É tempo de dizer…

FAZ TODO O SENTIDO ESTE APELO:

NINGUÉM FAÇA COMPRAS NO

DIA 24 DE DEZEMBRO!

Sabia que, em 2006 e 2007, do bolo total de “gastos” das empresas portuguesas, apenas 12,5%,

em média, foram custos laborais (ou seja, salários) ?

QUANTO?  DOZE-E-MEIO POR CENTO!

O QUÊ? OS CUSTOS LABORAIS!

… Nesse caso, como é possível que possa assim ser tão significativo o impacto do aumento de 25€ no salário mínimo (uma percentagem mínima desses 12,5% …) nas contas das empresas, a ponto de justificar isto?

Quanto é que ganha quem toma estas decisões?

Andam a fazer de nós parvos. A desculpa da crise está a permitir que a finança e o “direito a lucrar” pressione ainda mais os trabalhadores precarizados e explorados, the bottom of the food chain.

O Código de Trabalho que temos permite, por exemplo, o que a SONAE se propõe fazer: aumentar para 60h de trabalho a semana laboral nos hipermercados, consoante a necessidade da empresa na quadra dos ho-ho-hos. Não contratam mais gente, apesar do desemprego (e, logo, da disponibilidade de mão de obra), apesar do trabalho barato – sobrecarregam os trabalhadores que têm ao dispor, e não pagam horas extraodinárias, apesar dos lucros.

Por tudo isto, os trabalhadores dos hipermercados e supermercados marcaram uma greve, para o dia 24 de Dezembro.

Uma greve contra o direito a fazer as pessoas trabalhar 10h por dia (que, com o tempo de refeição e os transportes pendulares de e para o trabalho se transformam em 12h ou mais), contra o Código de Trabalho que temos, que legaliza escravaturas de várias formas e feitios, contra o que se adivinha: o desaparecimento de quaisquer regulações laborais em nome do mercado global, da diminuição constante do valor do trabalho face ao da finança especulativa, que vai indo, bem obrigada.

Esta é uma greve bem pensada: num dia de pressão grande no mercado à conta das prendas de última hora, num dia que é simbólico q.b.

Num dia que pode dar que falar.

... E esta é uma greve em que nós podemos todos ajudar:

BOICOTE OS HIPERMERCADOS E SUPERMERCADOS NESSE DIA!

Não faça compras.

Antecipe ou adie.

Seja um não-consumidor solidário.

Dê força ao protesto – e passe mensagem …

republicado de
http://militantesocialista.blogspot.com/,
http://www.oblogouavida.blogspot.com/
,
http://liberdade-revolucao.blogspot.com/

Mudar de Rumo

A revista “Forbes” relata, à sua escala, o terramoto social que arrasa o mundo:

Os possuidores de fortunas acima de mil milhões de dólares – bilionários – passaram de 1.125 em 2008 para793. A riqueza conjunta dos bilionários viu-se reduzida em 1,4 milhões de milhões de dólares!

Ainda assim detêm mais riqueza que metade da Humanidade.

Setecentas mil pessoas são despedidas por mês nos Estados Unidos da América. Centenas de milhares perderam, no ano passado, o emprego, o carro e a casa. Por todos os Estados Unidos vêem-se aparecer cidades de tendas de campismo onde os novos pobres acampam.

Por cá, à nossa escala, só nos dois primeiros meses do fatídico ano que vivemos, 70.000 pessoas inscreveram-se nos Centros de Emprego. Não contam os precários, os “recibos verdes” e todos que a ganância da classe que manda pressionou o seu governo a retirar o “benefício” do sunsidio de desemprego.

mudar-de-rumoAmérico Amorim, um dos bilionários da “Forbes”, despediu quase 200 trabalhadores por “prever uma quebra de lucros este ano”!!!

Centenas dos processos de despedimentos são manifestamente ilegais. O Estado, a Justiça e as Polícias assistem impávidas e serenas. Fossem os trabalhadores a ocuparem as fábricas e outro rigor existiria.

Por tudo isto, por muito mais, amanhã saem à rua os que pagam a crise que não provocaram.

É preciso Mudar de Rumo. E só esses, ainda que não saibam, têm a solução.

Lá estarei! Venham connosco!

Aos Professores e Educadores de Infância

Depois disto…

* “admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública” (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006)

* “vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos” (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008)

* “caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, semprese poderiam recrutar novos no Brasil” (Jorge Pedreira, Novembro/2008)

* “quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo deleite!” (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008)

* “[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!” (Margarida Moreira – DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008)

retirado do Cantigas do Maio,

não posso deixar de dize Basta!

Manifestção de Professores 2/3 de todos, todos juntos
Manifestção de Professores 2/3 de todos, todos juntos

Este texto foi originalmente enviado a uma reunião de porfessora que fui amavelmente convidado.

Como trabalhador e pai, estive presente nas vossas grandes manifestações. Como sindicalista, representante eleito de trabalhadores, não posso deixar de ter em conta que os Sindicatos são estruturas colectivas de defesa dos interesses dos trabalhadores e suas famílias, posto que a defesa da Escola Pública e Democrática é uma tarefa não só dos professores, mas também dos funcionários públicos do sector da Educação e de todos os sindicatos já que são os nossos filhos que necessitam de uma Escola Pública, Democrática e de Qualidade.

Como sindicalista do Município de Lisboa, sou também representante as Auxiliares de Acção Educativa dos Jardins de Infância da rede pública de Lisboa e, mercê da transferência de competências da Educação para a Administração Local, a breve trecho, com a intensificação acção sindical nas Escolas, não posso de sentir mais responsabilidade na construção da solidariedade entre o meu sindicato e os professores e educadores.

Assim sendo, sou parte interessada na Defesa da Escola Pública e Democrática. Creio que é um terrível erro a corporatização da vossa luta. Creio que é de uma estreiteza de vistas confrangedora o alheamento com que o conjunto do movimento sindical tem olhado para a luta dos professores. Nomeadamente dos Sindicatos da Função Pública, que representam os funcionários não docentes da Escola Pública.

Mesmo que alguns sindicatos dos professores tenham pugnado pela corporatização da luta seria possível a sua ampliação se simplesmente todos os sindicatos manifestassem, das mais variadas formas, incluindo o envio de delegações às manifestações nacionais de Professores, a sua solidariedade.

Romper com as vistas estreitais com que parece afectado o movimento sindical em Portugal, poderia passar pela realização de assembleias de professores, trabalhadores escolares, estudantes e pais onde todo o processo – avaliação, gestão democrática, falta de recursos fosse ampla e democraticamente discutido e se encontrassem medidas de sensibilização e mobilização da população em geral em defesa da Escola Pública.

Foi isso que tentei fazer no meu Sindicato, pese embora sem sucesso imediato.

Mas o meu colectivo sindical entende agora da necessidade de expressar a nossa solidariedade de forma mais eficaz.

Contudo, compreendo que os interesses de alguns sectores sindicais, porventura hegemónicos, receiam o potencial de movimento de massas que poderia ser gerado, paradoxalmente o único que poderia infligir uma derrota à Ministra ao governo e à classe dirigente que anseia pela pulverização da Escola Pública nos meandros da escola-negócio que se afigura na nova legislação em fase de implementação.

Um movimento de massas que poderia colocar em perigo a visão burocrática e centralizadora que domina grande parte do movimento sindical, um movimento de massas que, necessariamente amplo e democrático, colocasse uma dinâmica nova no sindicalismo e fizesse muitos mais professores e outros trabalhadores compreender que a luta, construída na base, apoiada e dirigida democraticamente pode dar frutos.

No nosso Sindicato tivemos recentemente a experiência de da construção de uma greve contra a privatização dos serviços de limpeza, feita desses moldes e que resultou numa greve sólida, com forte compreensão da população e com um recuo em toda a linha do Presidente da CML, que convém não esquecer é um dos dirigentes de topo do partido, governamental.

Deixo-vos a minha solidariedade e disponibilidade de formular propostas de solidariedade activa quer no meu sindicato quer na União Sindical e Confederação que integramos. Peço-vos que me informa das vossas decisões.

Vosso em Solidariedade e Luta

Francisco d’Oliveira Raposo

Dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa

(a titulo pessoal)