O caso Jobstwn

Jobstown Not Guilty leaflet

18 activistas, entre os quais Paul Murphy, deputado do Socialist Party, Irlanda estão acusados de “prisão ilegal” da ex-vice-primeiro ministra irlandesa e enfrentam a pena de prisão perpétua.

Esta é uma clara tentativa da classe dominante irlandesa de criminalizar os protestos e lutas do trabalhadores e jovens irlandeses. A ter sucesso pode ser uma experiência a ser seguida por outros governos…

QUE SE PASSOU

15 NOVEMBRO DE 2014

Na sequência da luta contra o duplo imposto da água, a taxa de água imposta pela troica FMI/CE/BCE, centenas de manifestantes espontaneamente fizeram um sit-down em Jobstown e protestaram contra a então vice-primeiro ministra Joan Burton. A viatura ministerial ficou bloqueada durante 2 horas e meia

Fevereiro de 2015

Vários raides das forças de segurança, durante 2 semanas, integrando 6, 8 ou 10 Gardai (equivalente à nossa GNR) levaram à detenção de manifestantes, entre os quais um jovem de 16 anos. Em acções separadas foram presos outros activistas da camapnha contra a taxa de água.

O correspondente criminal da RTE (televisão estatal irlandesa) divulgou um artigo que segundo informações da Gardai esses manifestantes seriam acusados de prisão ilegal de Joan Burton e do seu assistente

28 Agosto de 2015

Foi revelada a Operação Mizen, uma operação se vigilância ilegal da Garda contra activista contra a Taxa de Àgua, incluindo o deputado do Socialist Party, Paul Murphy

14 de Setembro de 2015

Intimações entreges pela Gardai. Numa reunião dos acusados foi formada a Campanha #JobstownNotGuilty

2 de Novembro de 2015

Um Juiz de um Tribunal Distrital decidiu enviar o processo para o Tribunal Criminal de Circulo com a acusação a pedir penas de prisão perpétua.

19 de Setembro de 2016

Começa o julgamento do jovem, agora com 17 anos, acusado de prisão ilegal.

26 de Outubro de 2016

O jovem foi considerado culpado, aguardando sentença

QUE SE ESTÁ A PASSAR

24 de Abril de 2017

O primeiro grupo de acusados começará a ser julgado

Sê Solidário!

Fonte: #Jobstpwnnotguilt
Anúncios

No chão que me inscrevo

(projecto de auto-retrato)

Sou baixo,
peso demais,
não muito,
mas com uma barriginha visível.

Gosto de cantar,
no chuveiro e fora dele

Sou amigo de amigo
e de muito que não sabe que sou amigo
Faltam-me dentes (…
imensos)

Gosto de rir
Vejo mal ou menos bem

Mas vejo cousas que nem todos vêem…
porque não querem,
ou não sabem olhar
a injustiça
e a obscena pobreza
que grassa num mundo
tão rico

Vivi muito
Passei mal
Cai
Levantei
– com a ajuda de amigos

Cá vou andando,
com a cabeça entre as orelhas,
remando contra a maré,
navegando à bolina
em busca do porto de abrigo
de onde eu possa recomeçar,
ou simplesmente descansar

Não desisto de ser livre
na extensão da liberdade
de todos os que não sabem que o não são

Sou assim

Complicado e simples

É neste chão de vida,
turbulenta e fascinante
que me inscrevo…

Que viva a Comuna 

Há poucos dias passou o 146º aniversário da tomada do poder pelos proletários de Paris, face à miséria de vida e à traição das classes dirigentes.
Face à miséria geral e à guerra franco-prussiana, face às manobras de traição das instituições estatais, os proletários “assaltaram o céu.”

Esta ilustração, que celebra a Comuna, liga a um excelente artigo de Niall Mulholland, do Secretariado Internacional do Comité Por uma Internacional dos Trabalhadores, publicado pelo Socialismo Revolucionário.

Que viva a Comuna!

 

Farto de ser sardinha em lata…?

Um texto a ler

O direito à mobilidade e o estado dos transportes

foto-lusa-miguel-a-lopes“Os transportes públicos atravessam um processo de degradação que se acentuou nas duas últimas legislaturas. No entanto, é insuficiente atribuir a culpa apenas a este governo e ao anterior, tendo em conta que o processo de degradação dos serviços começou com a privatização da Rodoviária Nacional em 1992. As causas deste problema são mais profundas do que os governos, encontram-se no próprio funcionamento do capitalismo.(…).

Nos últimos anos, os trabalhadores dos transportes públicos, em conjunto com algumas comissões de utentes, como a Comissão de Utentes do Transportes de Lisboa, têm lutado contra a sua precarização e em defesa do serviço público de transporte. No entanto, as lideranças sindicais têm-no feito de forma isolada, sem ligar as suas lutas com a restante classe trabalhadora. O passo positivo de se fazer greves conjuntas entre sectores dos transportes, que já foi dado, deve ser seguido de outros passos. Sem uma estratégia séria de ligação à população trabalhadora que usa os transportes públicos, abre-se o espaço à propaganda reacionária do governo que coloca utentes contra trabalhadores. Aquilo que é uma luta e uma necessidade de toda a classe trabalhadora não pode ser relegado a um pequeno grupo de dirigentes sindicais que não fomentam uma luta de massas.

Apenas mobilizações unificadas e inseridas num plano de luta podem conquistar as suas reivindicações. Esta luta deve ser feita em ligação constante com os utentes, na sua esmagadora maioria trabalhadores, e ganhá-los para a luta pelo direito à mobilidade. Há a necessidade imediata de conquistar passes gratuitos, melhores infraestruturas, mais carreiras, mais condições para pessoas com mobilidade reduzida e o alargamento dos serviços na periferia das cidades e no interior do país. Mas o objectivo deve ser claro: conquistar o controlo público e democrático dos transportes, que só é possível com uma muito maior organização dos trabalhadores de transportes públicos e dos utentes.”

Fonte: O direito à mobilidade e o estado dos transportes