Por falar em som…

Por falar em som, a coisa foi fácil apesar de tudo…

Cá por dentro termia, tipo menino que tem medo do escuro, num quatro fechado…

Não estava só nos tremeliques…

Mas quando as luzes abriram e no palco 5 inesquecíveis garotas falaram de si e dos outros , respiraram vida e partilharam medos… até que acertei o som com as palavras, os gestos e as luzes que animaram o Auditório do Pinhal novo na estreia da “Adolescentes,  a nova produção do ATA.

Leila, Filipa, Cátia, Rafa e Olena
Leila, Filipa, Cátia, Rafa e Olena

Pelo que ouvi, o público adorou…

A elas o meu obrigado por serem como são. E aos Óscar, ao Rui Guerreiro e ao Rui por terem sido cúmplices nesta aventura.

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Respirando outros ares

E assim foi.

Cheguei à nova terra, ainda longe da Terra Prometida mas seguramente a Terra Escolhida.

Que me lembre, e as coisas da memória são tão selectivas, esta é a primeira terra que verdadeiramente escolho. E o mais importante é que a escolho com a minha escolhida.
Ambos escolhemos uma terra que esperamos um dia dizer ser “nossa” e que a Clarinha, essa sim, já poderá dizer “sua”.

É agora tempo da descoberta, dos primeiros contactos, do estabelecimento de relações de comunidade.

Simbolicamente, a primeira imagem que me sugere o Pinhal Novo é uma folha:


Poderia ser uma folha em branco, prenhe de vontade de ser escrita.

Mas uma é uma folha que, num Inverno singular, antecipa uma Primavera que aí vem.