A minha amiga Isabel Faria, nas suas breves crónicas, publicadas no seu FB (saudades do Troll Urbano), continuar a deliciar, desafiar e reflectir a esquerda.

Publicou hoje uma pequena crónica sobre Essone, e a experiência dos seus pais, emigrados.

Essone, então bastião do PCF e onde recentemente a direita ganhou. A finalizar a sua crónica diz:

“Ontem, parece que pela primeira vez, a Direita ganhou Essone.

O meu pai teria ficado triste. Entào mas se Essone sabia o valor da liberdade…”

A perplexidade que Isabel nos coloca é um ponto fundamental para saber, na confusão dos tempos que correm, reorientar caminhos e ideias para a luta permanente dos explorados contra os exploradores.

O meu contibuto:

Marvila2

Há o valor da Liberdade, sim. Mas há também o valor da Alienação.

Essa, produzida pela classe dominante para perpetuar o seu “direito natural“, amarra as classes dominadas se a luta ideológica entre explorados e exploradores não for constante.

Infelizmente, os velhos partidos proletários abandonam essa luta e as novas formações surgem mais da radicalização de sectores intermédios que dá recomposição das forças proletárias.

Daí as constantes armadilhas das “cidadanias“, das “democracias virtuais“, da “soberania de esquerda“, da “Europa dos Povos”…

A liberdade burguesa é a “liberdade económica”, isto é, a total falta de regulação do Estado nas suas relações com os proletários, – seguida, evidentemente do “segredo comercial”, ferramenta fundamental para a luta pela hegemonia dos grandes grupos económicos;
é a “liberdade de expressão” dirigida pelos grandes meios de comunicação que são, obviamente, propriedade dos grandes grupos económicos;
é a “liberdade de circulação de capitais” com a destruição de barreiras alfandegárias entre a desenfreada competição inerente ao sistema capitalista – e o controlo da circulação de pessoas – Shegen, a migração africana, as leis “anti-terroristas”… enfim, tudo o que lhes permite revestir de democrático a sua ditadura sobre as amplas massas.

Para a Esquerda, a liberdade pode estar sintetizada numa canção do PREC:

“Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir,
quando pertencer ao povo 
o que o povo produzir”

É a tarefa da Esquerda transpor para o quotidiano essa ideia, para a massas dos trabalhadores explorados e jovens alienados dos gigantescos bairros sociais e pobres este sentir e esta ideia, com actos culturais, políticos e sociais que os arranque da ideologia dominante e reconstrua o sentido de classe e a a consciência politica.

Não é, apenas, a busca do voto, 4 em 4 anos, não é a acomodação e melhoramento ao sistema, mas semear a organização e a luta, enfim a revolta consciente que exiga, sim reformas, mas saiba firmemente que

“Só há liberdade a sério quando
quando pertencer ao povo 
o que o povo produzir”

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