Acerca das Manifestações de 15 de Setembro, diz uma senhora que tem o previlégio de nos azucrinar a molécula na nossa imprensa diária, semanal, quinzenal… eu sei lá…, bem diz ela:

A desaprovação em relação ao governo e sobretudo a desilusão com o governo é muito maior do que aquilo que viu ou verá nestas manifes pois nelas apenas está quem nunca apoiou este governo. A desaprovação em relação ao governo vê-se noutras coisas que não fosse a cápsula em que os jornalistas vivem directamente ligada ao folclore dos activismos bloquista e similares e vendo o mundo a partir das redes sociais e perceberiam que as manifestações de hoje não iam ser as maiores nem as menores de tempo algum. Alguns milhares de pessoas e imprensa militante a dar conta do grande acontecimento.Para lá desta evidência óbvia existe uma outra que entra pelos olhos dentro: quem apela à revolta da rua são os privilegiados do sistema. Aqueles que enriqueceram ou atingiram apreciáveis níveis de vida graças a esses estado que agora não conseguimos sustentar. São os artistas, os designers, os patrões da imprensa, os bispos eméritos das forças armadas, os provedores, os professores doutores em saberes  tão vagos quanto a licenciatura de Relvas, os empresários dos magalhães e similares, os sindicalistas com progressões automáticas garantidas…. que querem que o povo se revolte. 

A senhora, ou é ou parece ser desatenta às formas como as sociedades reagem às coisas. Quando o tal povo que diz que foi para a casa sair também, aí é melhor fazer a mala Louis Vitton e dar de frosques. É claro que são “artistas, os designers, os patrões da imprensa, os bispos eméritos das forças armadas, os provedores, os professores doutores” e empresários e sindicalistas que falam. Dou de desconto o insulto fácil com a esta senhora trata os outros: já agora quem é a tia?.

Mas apenas reflectem o crescente mal estar que atravessa a sociedade, são folhas que se agitam dum arvoredo que esta politica está a derrubar. Não estão unificados com um propósito, alguns começam a escapar do barco que se afunda, outros querem mais que mudanças cosméticas, mas todos eles percebem o que esta senhora não entende: que isto está impossível. Ou se entende disfarça muito bem

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