O texto que se segue é uma versão editada do comentário feito à fotografia “provocatória” que Alex Matos Gomes, publicou no Facebook e Renato Teixeira partilhou e comentou.

Confesso que gostei à brava do gajo. A sério!

Era o Marx, o Engels, o Lenine, o Zé dos Bigodes no céu o Mao e o Enver na terra.

O gajo que “tinha derrotado o nazi-fascismo” e tinha levado a Pátria do Socialismo do eterno atraso da Rússia czarista a uma potência mundial e referência para uma vida melhor para milhões.

Primeiro caiu o Mao – não tanto a Revolução Cultural, mais a ambiguidade face às ditaduras sul-americanas. Depois o Enver mais a trapalhada da morte do Sehu numa reunião do CC.

Depois, descasquei a história, li, confrontei dados e práticas.. e fiquei “orfão“.

Isto é, tirei “deuses” do pedestal e devolvi à condição humana grandes – Marx, Engels, Lenine, os homens e mulheres que criaram o primeiro Estado Operário do mundo, outros como Rosa Luxemburg que se bateram pelo Socialismo.

O Chico Martins Rodrigues deu-me umas primeiras pistas em Anti-Dimitrov. E foi o “Velho“, o vilpendiado Trotsky que me deu as ferramentas para “não deitar fora o bébe com a agua suja do banho”: a critica revolucionária ao Estalinismo que se separa radicalmente do ataque do  capitalismo ao Socialismo com a desculpa do regime do Zé dos Bigodes.   

Enfim, felizmente entendo que o Zé dos Bigodes, como eu e vocês, foi – não só, mas também – produto de um processo histórico concreto.

Quanto à derrota do nazi-fascismo, ajudou Brecth

“César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?”.

Quanto ao salto de progresso a chave foi a centralização da planificação económica e a apropriação colectiva dos meios de produção. Apesar da burocracia!

Foi precisamente a casta burocrática que fez a contra-revolução politica triunfar na URSS. O “Zé dos Bigodes” era a cara visível de relações sociais concretas.

“Socialismo num só pais“, “revolução por etapas”, “centralismo burocrático” – por oposição radical ao centralismo democrático dos Bolcheviques,  foram armas das camadas burocráticas que desarmara o movimento operário e laboral durante decénios.

O regime que ele personificou colapsou . Claro.

A ideia do Socialismo, da Democracia dos Trabalhadores, essa está bem viva e recomenda-se.

É por isso que penso que esta abordagem “personalista” é como o Melhoral: não faz bem não faz mal.

Ou pelo contrário…

Assim, a “seco” – não de diferencia do argumento “forte” do Capitalismo, que usa-o para combater o Socialismo.

E não ajuda aos que,travando as batalhas essenciais de hoje ao nosso lado – ainda são alimentados no “mito” do Pai dos Povos”.

Enfim, continuamos a lutar por “uma terra sem amos, a Internacional”

Anúncios

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s