Barco do Barreiro, esta manhã

Uma menina, 5 anos, descobre a travessia do Tejo. Insiste em por o cinto de segurança, pergunta pelas bóias de sinalização, aprende sobre as estradas do mar, interroga sobre as areias e os peixinhos.

Os olhos luminosos, brilham e sorri, sorri muito.
O pai, embevecido, vai-lhe respondendo e ouvindo as descobertas maravilhadas, a gargalhada de puro gozo com que a pequenita sente a breve ondulação que atinge o barco.

Num constante tagarelar, a criança, em todo ocaso, não grita como é tão usual.

A sua vozita dança em emoções de descoberta, e no entanto, a pertinência das perguntas, as observações que faz, continuam a captar-me a atenção.

A mim e a outros.

Meio a ler o jornal, meio atento à criança, aproximamo-nos de Lisboa.

De repente, uma exclamação “Piratas!”

Tão pequenita e já conhece o Gaspar ..!” espanto-me, olhando para o Ministério das Finanças que se sobrepõe à Estação Fluvial.

Mas a pequena olha para outro lado.

Ah – esses piratas…!

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