Passei por ele por acaso.
Lambia-se placidamente murete de uma casita da minha rua.
O sol mal aquecia a manhã fria, a rua começava a viver.
Era malhado e esquálido, gato vadio sem norte nem sorte.

Reparei então que não se lavava como é hábito dos gatos.
Lambia uma ferida de uma batalha recente.

Miou tristemente. Esticou-se, voltou a lamber-se.
E ali ficou, naquele murete da casita da minha rua.

Segui a minha vida. Ele, a dele.

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