Faltavam poucos dias para o Natal quando, nas limpezas que lá em casa se fazem por alturas das Festividades, dou de caras com algo há muito julgado perdido: papéis velhos, uns manuscritos, outros dactilografados, outros já usando a impressão informática, todos eles já de anos, muitos anos.

Talvez seja difícil para quem lê entender bem o porquê, mas arrebatou-me uma profunda e animadora alegria.

Tinha (re)descoberto os meus escritos, pequenos contos, alguns poemas, esboços de outros voos no campo da prosa e alguns dos mais queridos desenhos.
Relê-los à distância de quase 10 anos foi de um prazer indescritível. Alguns provocaram-me o sorriso condescendente de reencontrar “as certezas do devir”. Outros espantaram-me, como se outro que não eu, o eu que eu julgava ter sido, pudesse ter escrito o que escrevi. Mas no conjunto foi como se uma parte de mim se “reencaixar-se” no todo que estes anos fabricou.

No meio de tudo aquilo, algumas coisas que me eram estranhas. Não que não as reconhece-se. Simplesmente sabia não serem da minha autoria.

Como esta cidade imaginária, esboçada com feltro e café, numa das noites de cavaqueira entre amigos no “Maravilhas” de Alcântara.

O autor? Escreve o autor do Águas do Sul entre muitas outras coisas

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