Refreei-me fortemente para não escrever em cima da coisa.
Lamentáveis as cambalhotas para todos os gostos e sabores que os últimos dias políticos nos tem oferecido.
De “besta a bestial” de “bestial a besta”,
passando de “besta que mantem-se besta” , sorrateiramente …,
tivémos de tudo.
A julgar pelos comentadores – alguns deles afirmando-se de esquerda – Santana caiu só e apenas pelas suas próprias asneiras, trapalhadas e garotices.
Lendo, ouvindo e vendo tutti quanti tem botado faladura, Sampaio fez o que tinha a fazer e redimiu-se destes 4 meses inqualificáveis.
Agora que a espuma das coisas vai assentando, creio que os desempregados, os precários, os reformados e pensionistas, os jovens à procura de primeiro emprego, os que produzem, distribuem e comercializam, os que prestam serviços públicos e sociais, todos estes querem saber coisas um pouco mais essenciais:

– quem terá coragem, na próxima legislatura, de dizer que é impossível viver com o Salário Minimo que temos, quanto mais com as reformas e pensões que parecem dar-nos de esmola. Sejamos realista, exijamos o necessário: o Salário Mínimo bem como o subsidio de desemprego para os trabalhadores despedidos de forma fraudulenta ou pela deslocalização das empresas, as reformas e pensões devem ser aumentadas para 500€.

Ou alguém honesto poderá dizer que alguém, com os constantes aumentos de preços, taxas e impostos para os que trabalham e saão pobres, pode viver decentemente com menos de 500€ por mês?

– quem terá a coragem, na próxima legislatura, de dizer que esses milhões podem facilmente serem sacados dos fabulosos lucros especulativos dos bancos e empresas financeiras, de impostos a sério sobre as empresas e os lucros, da taxação fiscal do offshore da Madeira?

– quem terá a coragem de se candidatar à próxima legislatura, declarando expressamente – e prestando mensal e publicamente contas disso – que auferirá o salário médio dos trabalhadores porque quer assumir integral e claramente os interesses e aspirações dos trabalhadores, explorados e oprimidos em Portugal?

– quem terá a coragem na próxima legislatura de lutar pela revogação total do Código de Trabalho e de todas as leis contra os trabalhadores, jovens e pobres que os últimos governos e os partidos dos poderosos nos impuseram?

– quem terá a coragem na próxima legislatura de relembrar que os que produzem podem também gerir e que os meios de produção devem ser colectivos e ao serviços das essas e não ao serviço do lucro? Que é urgente a renacionalização do Serviço Nacional de Saúde, da Banca e Seguros, da Energia e Transportes como base e sustentáculo do desenvolvimento virado para o bem-estar de todos e não do lucro de alguns?

O resto é poeira para os olhos, é a construção do “pobrezinho do Santana” que o “malandro” do Sampaio tramou. É o “renovado” herói da “esquerda” Sampaio que finalmente pôs termo ao governo – mas antes, precavidamente esperou que o Orçamento fraude fosse aprovado. É a fabricação do “estadista” Sócrates, que sendo “jovem” fala já com os tiques afectados do snobismo blairista e dá a receita que o grande capital anseia: rigor para os pobres, regabofe para os ricos e anida tem o desplante de se dizer “socialista”. É proclamação de “marxismo-leninismo” numa cidade que os “M-L” estão a privatizar serviços públicos. É o “twist” da “nova” velha música que nos tem tolhido.

Passada a coisa – pensando bem a coisa está apenas na eminência de passar – ainda não consigo deixar de respirar fundo … para ter calma.

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