Não é todos os dias que vos vejo. Na verdade, desde há 5 anos que aqui vivo e apenas duas vezes cruzei-me com a vossa majestática presença.

A primeira vez foi num quente dia de Verão. Perscrutava o baldio que se espalha á frente da minha casa quando um risco cinza mergulhou numa moita de silvas. Intrigado vi erguer-se, orgulhoso, um falcão. Lá no alto pairava a sua companheira. Estive largos minutos admirando as suas circunvalações largas, as subidas espiraladas e os lentos planares de vigia. Depois lentamente afastaram-se para além do meu olhar.

Mas foi no sábado, muito cedo, que voltei a vê-los. Amanhecia. O céu, limpo, tingia-se de laranja anunciando o dia. E, no mesmo baldio um falcão caçava. O mesmo planar lento, as mesmas quedas vertiginosas e o regresso aos céus com um grito de desafio.

Será que a minha filha terá ainda a oportunidade de se maravilhar com o evoluir de uma ave de rapina junto ao IC19?

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